Por: Fabrícia Oliveira
Publicado em 29/10/2026 · Atualizado em 30/10/2026
Liturgia de hoje, Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026 — Quinta-feira da 30ª Semana do Tempo Comum. Santo do dia: São Narciso de Jerusalém. A Palavra de hoje fala de fortaleza e de coragem. Paulo ensina a revestir-se da armadura de Deus para permanecer de pé no dia mau; e diante da ameaça de Herodes, Jesus não foge: caminha firme em direção à sua missão, com o coração de pastor que ainda quer reunir seus filhos. O Salmo proclama: o Senhor é o nosso rochedo. Acompanhe as leituras completas, com reflexão e oração.
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos, 10Para terminar, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo.
14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus.
18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19Orai também por mim, para que a palavra seja colocada em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.
— Palavra do Senhor. — Graças a Deus.
R. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra! R.
Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R.
Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas:
31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, e tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor’”.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
“Herodes quer te matar.” Foi com essa intimidação que alguns fariseus procuraram Jesus, esperando que ele fugisse. E a resposta do Senhor é de uma serenidade que dá inveja: “Ide dizer a essa raposa” que eu sigo curando, sigo libertando, sigo caminhando — hoje, amanhã e depois de amanhã. Jesus não negoceia a missão por medo. Quem sabe de quem depende a sua vida não corre da primeira ameaça; e a sua maior força não está em vencer o medo, mas em saber a quem pertence.
É exatamente isso que Paulo descreve na carta aos Efésios: a vida de fé tem batalhas, sim, mas a nossa luta “não é contra homens de carne e sangue” — é contra tudo aquilo que tenta nos derrubar por dentro: o desânimo, a mentira, a ansiedade que ronda a casa, a conta que não fecha, a mágoa que insiste em voltar. Para essa guerra invisível, Deus não manda coragem solta: ele entrega uma armadura inteira. Verdade na cintura, justiça no peito, fé como escudo, salvação como capacete e, nas mãos, a Palavra como espada. Nenhuma peça é opcional. E o segredo de manter a armadura no lugar é o que Paulo revela no final: orar em toda circunstância, com toda perseverança.
O Salmo dá nome ao que sustenta tudo isso: “Bendito seja o Senhor, meu rochedo!”. Rochedo não se move quando o vento muda. E no meio do Evangelho mora a imagem mais terna do dia: a galinha que quer reunir os pintainhos debaixo das asas. Mesmo diante de Jerusalém que rejeita, Jesus continua pastor. Se hoje você se sente ameaçado, cansado ou pequeno demais para a batalha, saiba: existe uma sombra de asas com lugar guardado para você. Vista a armadura, ajoelhe-se em oração e siga caminhando — hoje, amanhã e depois de amanhã.
Senhor, meu rochedo e minha fortaleza, revesti-me da tua armadura: a verdade na cintura, a justiça no peito, a fé como escudo e a tua Palavra nas mãos. Quando o medo quiser me fazer fugir, dá-me a serenidade de Jesus, que seguiu firme no caminho do Pai. E quando eu me sentir pequeno diante da batalha, recolhe-me debaixo das tuas asas. Amém.
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